Aos 34 anos, Pedro recebeu um diagnóstico de cancro que mudou a sua vida. Aos 35, disseram-lhe que o desporto seria para esquecer. Ele decidiu provar o contrário. Entre cirurgias, tratamentos, dor e muitas limitações, encontrou no desporto um aliado para recuperar e seguir em frente. Treze anos depois, cruzou a meta de um Ironman. Esta é uma história de resiliência, esperança e, acima de tudo, de celebrar a vida em movimento.
Tinhas 34 anos quando recebeste o diagnóstico de cancro. O que mudou na tua vida a partir desse momento?
Um diagnostico de cancro nunca é bom! Mas aos 34 anos, saudável e comportamento responsável, acaba por marcar a nossa vida de uma forma ainda mais cruel. Muito mais do que “porquê eu”, pergunta-se “como assim?” Mas aconteceu! Todos projetos de vida, a nível pessoal, familiar e profissional ficam em suspenso! Pensa-se em tudo, olha-se para o que nos rodeia e a incerteza instala-se. Aprendemos no imediato que a vida pode mudar num instante e que não controlamos nada. Nada está garantido! Fui forçado a pensar apenas numa coisa, tratar da minha saúde! Deixei também de fazer planos a longo prazo. A “guerra” tinha começado e todo os dias eu pensava em reunir energia para combater da melhor forma uma luta muito desigual. A minha agenda não tinha mais nada do que “lutar”, um dia de cada vez!
Foram 12 cirurgias, 30 sessões de radioterapia e quimioterapia. O que te deu força para continuar durante os momentos mais difíceis?
A força de querer viver e que penso ser natural em qualquer um de nós! Para além disso, durante o pior período da doença e dos tratamentos de radioterapia (longos e muito debilitantes) já sabia que ia ser pai pela 2ª vez poucos meses depois. Quando a minha filha nasceu ainda estava bastante debilitado e com sequelas bem evidentes da doença! Assisti ao parto, debilitado, emocionado, mas igualmente motivado para lutar! As várias cirurgias foram sendo realizadas ao longo dos anos. A fase aguda da doença, das primeiras cirurgias e dos tratamentos foram sem dúvida os mais difíceis de superar. Mesmo com este cenário foquei-me sempre em perceber o que tinha e, principalmente, o que poderia fazer para melhorar. Por outras palavras, não me coloquei num papel de espetador. Assumi o papel principal no combate à doença, no trabalho de casa que era preciso fazer. Procurei ir par além do normal. Queria mais, sempre mais, questionava tudo, questionava todos. Experimentava alternativas, falava com várias pessoas, cruzava informação, “estudava” a doença, as terapias, a medicação, sempre focado na solução, mesmo sem saber se algum dia a saúde voltaria. Só tinha esta arma, a minha força de vontade em recuperar aquilo que a maldita doença me roubou. A nossa atitude perante os problemas sérios da vida faz muita diferença! Lembro-me muitas vezes que determinada situação não era possível ou não acontecia, mas dizia para mim mesmo: “um dia será possível, mesmo que demore muito tempo, eu vou conseguir!”
Em que momento sentiste que o desporto e, em particular, o triatlo, começaram a fazer parte da tua recuperação e da tua nova vida?
Eu sempre fui uma pessoa ativa. Desde criança que sou apaixonado pelo ciclismo. Na idade adulta, antes do cancro, fazia desporto, nomeadamente BTT aos fins de semana. Fazia parte de um grupo de amigos que pedalava junto e participava em algumas provas.
Contudo, sempre admirei o triatlo, talvez por influência dos resultados da Vanessa Fernandes e por adorar nadar e considerar que a corrida é um desporto exigente. As 3 modalidades juntas seria, portanto, um desafio muito exigente.
Fazer triatlo não foi premeditado. Após a doença o meu foco foi voltar a fazer ciclismo (BTT), aquilo que sempre gostei, andar de bicicleta! Lembro-me bem da minha festa de anos quando estava muito debilitado. Não tinha nenhum vigor e mal conseguia falar! Não sabia o que seria a minha vida no mês seguinte, muito menos no ano seguinte. Uma das prendas dos amigos foi um upgrade aos componentes para a bicicleta. A minha preocupação foi montá-los no imediato, mesmo não tendo condições para pedalar.
Nesta fase, de grande debilidade e do nascimento da minha segunda filha, tento andar de bicicleta e as sensações foram muito más! Fiz uma consulta médica devido a diversos sintomas que me deixavam ainda mais preocupado. Na prática decretaram-me a “invalidez” aos 35 anos. Segundo o médico, o desporto seria para esquecer, apenas uns passeios ligeiros para não estragar o que ainda me restava. No IPO, depois de perder praticamente 20kg, a nutricionista disse-me que a minha vida tinha mudado para sempre. Nunca mais iria recuperar peso para os níveis que tinha.
Depois destas notícias, não aceitei esta sentença e disse para mim mesmo, à boa moda do Porto, “vou mostrar a estes gajos que estão enganados!”. Acho que foi neste momento que a revolta se instala e que a minha verdadeira “luta” começa! Hoje tenho a certeza disto! Comprei uma máquina de musculação, que ainda hoje a uso (16 anos depois). Comecei a comer de forma “forçada” 2 pequenos almoços, 2 lanches, ricos em hidratos. Pesava-me 2 vezes por dia! Era um erro, mas fiz isto por largos meses. O peso não aumentava de facto! Vieram problemas de fígado, frustração pelo peso não aumentar, mas continuei o trabalho de casa! Esta atitude, aliada a tratamentos alternativos, produtos naturais, desintoxicação do corpo e muito acompanhamento médico no IPO, as melhorias começaram a chegar! Sentia-me com um pouco mais de vigor e o peso subiu. No final desse verão arrisquei inscrever-me numa meia-maratona de BTT de dificuldade baixa e consegui terminar, mesmo contrariando as indicações médicas! Cortar a meta da prova foi um momento muito especial! Ainda hoje me arrepio quando me lembro da boa sensação de tornar uma coisa “impossível” em algo real, uns meses depois! A primeira conclusão foi…afinal é possível melhorar!
Continuei e, no ano seguinte, veio a corrida! Nunca fui corredor, mas comecei a correr com mais regularidade, sem qualquer orientação, sem qualquer método…apenas correr!
Pouco tempo depois inscrevi-me na meia-maratona do Porto, sem conhecer minimamente a distância. Treinei o que pude, mas sempre focado em querer realizar a prova!
Não sei como foi possível terminar a prova, mas o certo é que consegui cortar uma nova meta! Acabei exausto, sem qualquer força, mas aquele momento foi igualmente um novo degrau na minha evolução.
Continuava a investir na saúde, com tratamentos, consultas, alimentação, medicação e desporto!
A evolução foi aparecendo, de forma muito lenta e, no ano seguinte, veio o desafio da natação. Estive impedido de nadar por 2 anos devido à radioterapia. Quando o IPO me autorizou a experimentar a natação, parecia uma criança num parque infantil! Aproveitei cada momento, cada minuto da piscina.
Aqui o desafio foi maior porque tinha várias infeções e as paragens eram por vezes prolongadas, algumas semanas seguidas. A única promessa que fiz a mim mesmo foi que não iria desistir. Eu queria nadar, eu queria evoluir!
3 anos depois do diagnóstico do cancro foi possível começar a treinar as 3 modalidades do triatlo. A primeira “prova” veio mais tarde, mas também consegui cortar a meta, sempre com significado especial para mim.
Faço por passar a mensagem que o desporto foi o meu grande aliado no combate à doença e, como consequência, o promotor da saúde.
Nos anos seguintes, a evolução continuou, quer ao nível do vigor, da capacidade física como também dos treinos mais intensos e regulares. Ao mesmo tempo fazia de tudo para cuidar da minha saúde, com cirurgias, com risco associado, mas sempre na perspetiva de melhor a minha qualidade de vida. Felizmente que estas pequenas conquistas foram acontecendo. Nunca foi um caminho fácil nem garantido. Tive muitos obstáculos, dezenas de “nãos”, muito sofrimento associado, mas sempre focado em evoluir. Nunca desisti, mesmo nos piores momentos. Um dos episódios marcante que ligava a doença e o desporto foi na véspera de uma “corrida do Pai”. O ritual habitual de preparar o dorsal, o equipamento, as sapatilhas para que no dia seguinte não faltasse nada. Tive uma infeção séria na face, era muito frequente, pelo que não pude participar na prova que, no dia anterior, parecia garantida. Logicamente que fiquei desolado, mas rapidamente disse para mim: “ok, este ano não vou, mas para o próximo ano vou lá estar!” Passado um ano, estava na linha de partida e lembrei-me deste episódio! Emocionei-me, pois tudo para mim parecia uma conquista épica, tudo dava luta! Cada passada, cada quilómetro era feito com grande motivação que se assemelhavam aos jogos olímpicos. Afinal foi possível!
Consegues explicar-nos de que forma as sequelas dos tratamentos ainda hoje condicionam a tua corrida?
Como disse, nunca fui corredor. Para mim correr sempre foi uma modalidade com muito esforço associado. Não tive treinos de técnica da passada, séries e muito menos referências de ritmos, nem cadência.
Antes da doença corria apenas em alguns momentos, sem relógio, sem objetivos.
Só depois da doença é que comecei a tentar perceber qual seria o meu ritmo confortável para os 10km. Fiz a meia-maratona sem qualquer plano estruturado.
Comecei por sentir formigueiro na parte posterior das pernas. Aliado a este formigueiro, rigidez muscular, lentidão nos movimentos e pernas sempre algo doridas. Muitas das vezes o ritmo cardíaco elevado e respiração ofegante.
A medula ao nível cervical está afetada pela radiação embora pareça não haver qualquer “problema”. Tenho algumas “patologias” na coluna que parece já as ter antes da doença ao nível da dorsal e lombar.
Depois de muitos exames e consultas, foi-me dito tanta coisa que fiquei com mais dúvidas do que certezas! Invisto muito em sentir o meu corpo, em perceber como ele se comporta mediante certos estímulos. Alguns dos diagnósticos não me pareciam ter lógica. Desde ter de fazer cirurgia complexa a ter neuropatia periférica instalada a não ter nada, era só escolher!
Como consequência destas perturbações neuromusculares, vieram lesões dos joelhos sérias, inflamação da sacroilíaca e lombalgias.
Quando estava a preparar-me para a maratona do Porto (2016) tive uma lesão séria no joelho ao ponto de estar sem correr 2 anos. Um médico chegou-me a dizer que talvez não voltasse a correr. Tudo fiz para não lhe dar razão! Depois de muitos tratamentos, alguns deles sem sucesso, encontrei um tratamento que me permitiu voltar a correr.
Agora estou com uma lesão semelhante no outro joelho! O tratamento continua, estou muto melhor, mas será muito prolongado.
Tive vários períodos em que as sensações foram muito más ao ponto de praticamente não conseguir correr pelo mau estar, pela dor e pela recuperação demorada.
Estou empenhado a desvendar o “mistério” recorrendo a vários tratamentos “alternativos”. Para mim o “formigueiro” terá uma origem simples, mas que precisa de muita persistência da minha parte. Felizmente tenho várias pessoas que me estão a ajudar, mas uma vez mais sou eu que terei de querer resolver esta situação.
A doença deixou muitas sequelas. As várias cicatrizes, externas e internas, a maldita radioterapia e a quimioterapia fizeram das suas!
Hoje estou muito melhor a nível de sintomas, felizmente! O trabalho de casa costuma dar frutos quando estamos comprometidos em solucionar os problemas!
A corrida já sai melhor, já consigo correr a ritmos mais elevados, de forma contínua, com cadência bem mais alta, mas sempre atento aos sintomas dos joelhos, da anca e com respeito pela recuperação.
Costumo dizer que o meu objetivo não é correr rápido, mas sim correr por muitos anos!
Houve uma altura em que não conseguias correr de forma contínua. O que significou para ti conseguir chegar à Maratona do Porto?
Como disse anteriormente, tentei pela primeira vez a maratona do Porto em 2016. Tive de cancelar devido a lesão do joelho.
Tive de colocar a corrida de lado por 2 anos. Quando voltei a correr não podia pensar em meia-maratona, muito menos em maratona.
Foi apenas em 2022 quando iniciei a preparação para o ironman é que comecei a correr com maior volume e sabia que teria de estar mentalizado para este esforço considerável.
Os piores sintomas chegaram quando sujeitei o corpo a mais carga. Corria algum tempo e as dores nas pernas, a falta de ar e o ritmo cardíaco acelerado levavam-me a parar por alguns momentos.
Percebi que algo não estava bem comigo. Realizei os tais exames e percebi que tinha algo, mas que não era conclusivo. Pelo menos os médicos não foram unanimes no diagnóstico.
Uma vez mais, fiz de tudo o que estava ao meu alcance, ou seja, procurei terapias alternativas, comecei a perceber melhor os sintomas e acabei por encontrar uma solução temporária que me permitia correr com maior regularidade. No entanto, passados alguns dias, os sintomas voltavam, mais ou menos intensamente.
A maratona do ironman foi feita mais de metade a correr, mas também a caminhar, fruto do esforço épico que fiz como também pela minha condição física / clínica não me permitir um esforço contínuo prolongado.
No ano seguinte, percebendo melhor o que fazer para poder correr mais tempo “de forma contínua”, foi possível fazer a maratona do Porto. Mesmo assim os sintomas apareceram, embora bem mais tarde e de forma menos intensa. Consegui correr até ao km 35. Para além disso, a qualidade da preparação não foi a melhor fruto de ter voltado a fazer o ironman, desta vez o half ironman de Cascais, a convite da organização, 15 dias antes.
Não foi o ideal, mas não quis perder a oportunidade de voltar a Cascais, muito menos quando somos convidados pela organização, nem voltar a adiar a maratona por mais um ano.
Realizar uma maratona é algo de épico. Respeito muito quem corre e quem está na linha de partida para um desafio tão exigente.
Cortar uma meta tem sempre um significado especial para mim! É aquele momento mágico em que o sonho se torna realidade.
Em 2023 completaste um Ironman completo em Cascais. O que passou pela tua cabeça quando cruzaste aquela meta?
A realização do full ironman cascais tem uma história muito bonita por trás. Em 2021 conheci o Marco Amorim. Com cancro e apaixonado por triatlo. Tínhamos muito em comum. A amizade foi fácil, imediata e autêntica! O sonho da vida do Marco era fazer um ironman. Tinha um projeto muito bem estruturado. O seu objetivo era cortar a meta e passar uma mensagem de que é possível fazer coisas fantásticas mesmo com limitações. O Marco desafiou-me a fazer a prova com ele. Seria uma motivação extra podermos treinar juntos para o objetivo comum. Eu não fazia a mínima ideia se seria capaz de tal desafio, mas assumi o compromisso de treinar para o ironman. Afinal era o sonho dele, era o meu sonho, era o sonho de qualquer pessoa que pratica triatlo! Infelizmente a doença dele agravou-se e ele acabou por cancelar o projeto. Nessa altura disse-lhe que ia continuar ainda com mais motivação e prometi-lhe que tudo faria para passar uma mensagem forte de esperança, mesmo com limitações.
Cortei a meta! Foi um momento único que jamais esquecerei! O tapete vermelho, as luzes, o som e todo aquele ambiente mágico leva-nos a um nível de adrenalina inexplicável!
Foi nesse momento que o sonho se tornou realidade. Foi nesse momento que “entreguei” a mensagem de que é possível chegar a patamares incríveis, mesmo por tudo o que passei, mesmo por tudo o que as pessoas possam passar, são capazes de coisas incríveis. É preciso lutar, é preciso acreditar. Nunca desistir leva-nos longe!
Infelizmente o Marco Amorim faleceu este ano. Estou-lhe eternamente grato pela sua amizade, pelo convite e pelo legado que deixa!
Qual foi o momento mais difícil do teu percurso desportivo e aquele de que guardas maior orgulho?
O momento / período mais difícil foram as lesões aliadas aos sintomas que ainda tenho e que me condicionam. Considero que as lesões que fui tendo foram potenciadas pelos sintomas / sequelas da doença.
O período de maior orgulho foi todo o processo de preparação para o full ironman! O difícil é treinar para uma prova como esta. Fazer o ironman é muito mais “fácil”. O dia da prova é o momento para se desfrutar de todo o ambiente e para nos lembrarmos de tudo aquilo por que passamos e que tudo valeu a pena para podermos estar ali. Não foi “um ano”. Foram 400 dias, é muito diferente! Todos os dias, pensava no compromisso que tinha assumido! O orgulho aparece porque fui capaz de treinar cansado, sem motivação, mas sem nunca esquecer o meu propósito, com uma consistência brutal que me levou a novos níveis físicos e mentais. Somos máquinas incríveis. Somos muito mais fortes do que imaginamos!
Dizes que queres transmitir uma mensagem de esperança e mostrar que é possível fazer coisas fantásticas mesmo com limitações. Que mensagem gostarias de deixar a alguém que esteja neste momento a atravessar uma grande adversidade?
A minha história de vida é muito isso. Foi possível ir da “invalidez” aos 35 anos até â meta do full ironman, 13 anos depois. Foram longos períodos de sofrimento, de dor e de incerteza. Mas foram igualmente períodos de luta e de acreditar que iria conseguir ter mais saúde e superar a maioria das dificuldades. O facto de me ter focado na “solução” e no “querer”, sem nunca esquecer que eu deveria ser o “ator principal”, ajudou a aguentar os maus momentos e a superar os obstáculos e a transformar cada “não” num “sim”.
Valeu a pena lutar todos estes anos! O desporto foi e é o meu maior aliado. Desporto é saúde! Desporto é vida! Mesmo nos períodos mais difíceis nunca deixei de me mexer, de procurar evoluir sempre focado na saúde que tanto ambicionava.
Em resumo, partilho uma mensagem de esperança com as pessoas que estejam menos bem. Acreditem que é possível e nunca desistam!
Hoje procuro celebrar a vida de uma forma mais intensa, em movimento e muito grato por ter acreditado que ia conseguir
Hoje, quando olhas para o Pedro de há 16 anos, o que gostarias de lhe dizer?
Para fazer desporto com mais regularidade e que afinal um dia será possível correr por prazer!
Também lhe diria que a vida são 2 dias e que não vale a pena fazer muitos planos porque anything is possible!
O que ainda falta conquistar? Quais são os próximos desafios que tens pela frente?
Quero voltar a fazer um full ironman com um propósito forte, já definido, mas ainda sem nada planeado. Espero que seja possível realizar mais cedo do que tarde!
Quero fazer mais e maiores aventuras de ciclismo, sozinho e acompanhado. São excelentes momentos de reflexão, de terapia e de partilha junto de quem está connosco
Quero continuar a praticar triatlo, nas mais diversas distâncias, voltar a repetir provas já realizadas e procurar melhorar o desempenho
Quero poder dizer um dia que consigo correr de forma contínua sem “limitações” e a um ritmo mais competitivo. Estou a trabalhar para isso!
Quero respeitar a importância do reforço muscular e honrar o compromisso de investir nesta “modalidade” que tantas vezes é esquecida por nós!
Quero divertir-me a fazer desporto com outras pessoas, partilhando estes bons momentos e passar uma mensagem positiva de que o desporto salva-vidas
No fundo quero continuar a celebrar a vida em movimento!



