Um estudo recente mostra que fatores como a preocupação com a imagem corporal e a prática de desporto competitivo podem aumentar o risco de dependência do exercício físico.
A investigação, conduzida pela Universidade Miguel Hernández de Elche e pelo ISABIAL, analisou mais de 1.000 jovens adultos, incluindo atletas e praticantes recreativos. Os resultados indicam que perfeccionismo e objetivos relacionados à aparência física são as principais razões para que o exercício deixe de ser saudável e se torne compulsivo.
Participar em desportos competitivos também aumenta o risco, devido à pressão por desempenho e metas rígidas de treino. Apesar disso, os especialistas alertam que nem todos os atletas desenvolvem dependência, mas o ambiente competitivo pode favorecer padrões de treino excessivos.
O estudo destaca que tanto homens como mulheres podem ser afetados, e que a linha entre treino saudável e compulsivo pode ser ténue. Quando o exercício passa a dominar a vida do praticante, podem surgir lesões, stress e isolamento social.
Os investigadores reforçam a importância de manter uma relação equilibrada com a atividade física, reconhecendo os sinais de excesso e valorizando a saúde física e mental acima do desempenho ou da aparência.

